DE ESTRADA A RÚA E VICEVERSA

Grazas á participación neste, cada vez máis apaixonante, proxecto da N-550, tiven a ocasión de caer sobre o fascinante libro “A Rua da Estrada”, de Álvaro Domingues, xeógrafo e profesor na facultade de arquitectura de Porto.

O libro recolle unha serie de pequenas reflexións, todas elas moi vinculada ó mundo da estrada e complementadas cun gran número de fotografías (o máis divertido son os títulos que reciben).
Inicia este ensaio cun capítulo chamado “eu vivo neste trajecto” e fai a seguinte reflexión:
“A passagem da cidade para o urbano arrastou uma metamorfose profunda: de centrípeta, passou a centrífuga; de limitada a contida, passou a coisa desconfinada; de coesa e contínua, passou a difusa e fragmentada;de espaço legível e estruturado, passou a campo de forças organizado por novas mobilidades e espacialidades; de contrária ou híbrida do “rural”, passou a transgénico que assimila e reprocessa elementos que antes pertenciam a um e outro rurais ou urbanos; de organização estruturada pela realação a um centro, passou a sistema de vários centros; de pronto num mapa, passou a mancha, etc. ”
Describe maxistralmente a gran transformación que sufriu a nosa cidade contemporánea, engadindo, máis adiante no texto, un concepto que me parece moi interesante e cun claro paralelismo coa N-550 “ A Rua da Estrada é como um centro em linha, uma corda onde tudo se pendura”.
 

Xa vos deixo cunha pequena escolma de fotografías …

Por último, deixo no aire unha pregunta que recolle Álvaro Domingues dun artigo de Daniel Innerarity.
“O problema com que hoje nos enfrentamos consiste em como pensar a cidade quando temos redes em lugar de vizinhanças, quando o espaço homogéneo e estável não é mais do que um caso limite no seio de um espaço global de multiplicidades locais conectadas, quando há já muito tempo que o debate público se realiza em espaços virtuais, quando as ruas e as praças deixaram de ser o principal lugar de encontro e encenação. A questão está em saber se o espaço público como espaço de experiência humana intersubjectiva essencial à democracia, necessita de um tipo de espaço físico como o do modelo grego, medieval, renascentista e burguês, ou se essa antiga relação entre civilização e urbanidade pode realizar-se fora dos espaços da cidade europeia convencional.”
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